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Abelhas. Histórico da Apicultura

A APICULTURA ATRAVÉS DOS TEMPOS

Dos vestígios encontrados à sombra de antiquíssimas pirâmides, junto ao túmulo misterioso das petrificadas múmias, se interfere que o mel foi certamente iguaria apreciada nas lautas mesas de Ramassés e Cleópatra.

Povos primitivos do Egito criavam suas abelhas em pote de barro, dos quais se serviam também para armazenar o produto, que segundo se afirma, foi descoberto num dos túmulos reais com a fabulosa idade de 3000 anos em perfeito estado de conservação e consumo.
Precioso documentos afirmam que são os egípcios os pioneiros na criação de abelhas.

Os gregos souberam valorizar o comércio e na literatura a utilidade do precioso inseto. Em escavações no golfo de Salerno fizeram-se achados arqueológicos valiosos em relação aos usos e costumes da população grega primitiva. Várias das ânforas de 2000 anos de idade apresentavam-se cheias de mel, em excelentes condições de consumo. Os gregos faziam as colméias de palha trançado ou de colmo, em forma de sino, como também o usavam o romanos. Do colmo é que veio o nome colméia. Aristóteles fez do melífero inseto o símbolo da esperança, virtude teologal, representada por uma mão espalmada, sustentando um cortiço de abelhas. Segundo as lendas gregas teria sido Aristeu, rei da Arcádia, o primeiro monarca que amansou e domesticou abelhas selvagens. No ano 558 a.c. a apicultura grega já possuía leis, elaboradas em Atenas pelo legislador Solon, que havia estudado sobre abelhas com os egípcios. As antigas moedas gregas de Eliros, Creta e Siracusa estampavam em uma das faces, uma abelha, símbolo de sua riqueza.

Os romanos não descuraram de aproveitar a dádiva divina. Bastaria ler o 4° cântico do poema Geórgicas, de Virgílio, que versa sobre as abelhas. Na sua fecunda imaginação apresenta as abelhas guiadas por um rei belicoso, que soltava os enxames do flanco de um touro imolado aos deuses.

Na mitologia indiana, Vichnu, Indra e Krishna chamavam-se abelhas. Krishna era representado com uma abelha no meio da testa.

Na Finlândia, o povo criou a seguinte lenda: a abelha voa por cima dos astros, atingindo o céu empíreo. Dali traz o mel, que tbm a virtude de curar feridas causadas pelo fogo.

Uma lenda árabe apresenta uma abelha que costumava ir buscar migalhas da mesa do soberano e levá-las a um mendigo.

A própria terra de Canaan, prometida ao povo Hebreu, levava um nome de grande esperança para todos: "terra onde corre leite e mel"(Êxodo 16,31).
Quando o povo de Israel, faminto na passagem pelo deserto reclamava contra Moisés a falta das panelas cheias do Egito, o Senhor socorreu os peregrinos com uma chuva de pãezinhos de mel que os alimentou por 40 anos (Êxodo 16,31). Sanção havia encontrado na caverna de um leão um ninho de abelhas e um favo de mel, dele serviu-se para alimentar a si e a seus pais (Juizes 14,18). O mel de abelhas foi que reanimou Jônatas, filho de Saul, em tremenda batalha contra os seus inimigos. Enfiando o bastão numa colméia o lambeu com avidez e logo seus olhos se reanimaram.
(Reis 14,25). No livro dos provérbios o autor dá dicas terapêuticas sobre o mel: "As palavras amáveis são um favo de mel: doces á garganta e salutares para o corpo. Come mel meu filho. É bom e doce ao teu paladar."(Provérbios 16,24;24,13).

Quando Luís XII fez, em 1498, sua entrada triunfal em Génova, vestia um pomposo manto real todo bordado de abelhas douradas.

A era moderna tem uma grande lista de literatos e músicos, entre os quais Schubert compôs "a abelha", e Korsakoff, cuja obra prima se intitula "O vôo do zangão". Nada menos de 10000 obras foram escritas sobre as abelhas, desde Aristóteles, Catão, Varrão, Plínio, Columela, Paládio e Vergílio.
Este último, três séculos antes de Cristo, no quarto livro da famosa "Geórgicas", escreveu o primeiro tratado de apicultura.

A APICULTURA NA ERA CIENTÍFICA
Apesar das abelhas existirem à 120 milhões de anos e o homem criá-las a 6000 anos, somente no século XVII, cientistas passaram a estudas as abelhas.
Entre eles estavam Swammerdam, que iniciou os primeiros estudos sobre a biologia das abelhas através do uso de microscópio.
No século XVIII, o astrônomo Maraldi e Reamur foram os primeiros a usar uma colméia com parede de vidro para melhor observar o que se passava dentro da mesa. Neste mesmo século XVIII, Schirach provou que a rainha originava-se de um ovo de abelha indiferenciado gerando uma operária ou a rainha propriamente dita. No século XIX, Johanes Dzierzon, provou a teoria da partenogênese em abelhas provando que o zangão originava-se da segmentação celular originada exclusivamente da postura da rainha sem a participação da figura de um "pai". Johanes, Mehring produziu a primeira folha de cera alveolada. Frans Von Hruschska descobriu a máquinha para tirar mel pela força centrípeta, hoje conhecida como centrífuga ou extrato de mel.

LORENZO LANGSTROTH
Lorenso Langstroth descobriu no século XVIII o espaço abelha (6 a 9mm) e criou a colméia Langstroth, hoje a mais difundida no mundo e padronizada internacionalmente pelo APIMONDIA. O espaço abelha nada mais é do que um tamanho mínimo e máximo onde a abelhas circula livremente. Dentro da morada, todos os espaços menores que 6mm as abelhas depositam própolis e todos os espaços maiores que 9mm as abelhas constroem favor.
Assim, Langstroth baseou sua colméia onde todos os espaços internos da colméia favorecem racionalmente a construção de favos em grande quantidade.

HISTÓRIA DA APICULTURA NO BRASIL
por Prof. Dr. Warwick Estevam Kerr

"No livro" Manual de Apicultura" (CAMARGO, 1972), no prefácio que fiz, informei que a cultura das abelhas no Brasil tem cinco fases distintas: a primeira, anterior a 1840, em que só se cultivavam Meliponíneos; no sul as mandaçaias, mandaguaris, tuiuvas, jatais, manduris e guarupus; no nordeste a uruçá, a jandaíra e a canuda; no note a uruçú, a jandaíra, a uruçú-boca-de-renda e algumas outras.

A segunda fase começa em 1840, com a introdução no Brasil de Apis mellifera mellifera, que tornou na nossa abelha "europa", ou "abelha-do-reino" e que, devido à transferência de tecnologia, impasse como a abelha produtora de mel. De 1845 a 1880, com a migração dos alemães, várias colônias de Apis mellifera mellifera foram trazidas da Alemanha e teve início a apicultura nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo (Limeira, Piracicaba, São Carlos).

Uma terceira fase tem início ao redor de 1940, com os primeiros movimentos associativos: a comercialização começa a se fazer sentir, porém, só recentemente é que ela está sendo bem organizada.

A quarta fase vai de 1950 até 1970. Nestes 20 anos um grupo de pesquisadores de São Paulo, Curitiba, Piracicaba, Rio Claro, Ribeirão Preto, Araraquara, Florianópolis, Taguari, Pindamonhangaba, põe o Brasil no mapa mundial das investigações científicas apícolas, constituindo-se atualmente num dos maiores grupos de cientistas especializados neste campo no mundo todo. Nesta fase é introduzida a abelha africana - Apis mellifera scutellata - para fins de cruzamentos, segregações de linhagens que aliem suas boas propriedades às boas propriedades das melhores linhagens italianas. Um acidente em sua manupulação provocou a enxameação de 26 colméias, que iniciaram a africanização da apicultura brasileira. Seu efeito foi drástico entre 1963 a 1967. Todavia, o grupo de pesquisa com a colaboração dos apicultores, conseguiu entre 1965 a 1970 resolver o problema, pelo menos do ponto de vista do retorno a produção. Até 1970 foram realizadas as Semana de Apicultura Genética de Abelhas número 1, 2 e 3.

O problema da abelha africana e a aliança entre apicultores e cientistas indicam que se inaugurou uma quinta fase na Apicultura Brasileira, de 1970 para cá: é a fase em que juntos, cientistas, apicultores e governo, de mãos dadas, passam a resolver vários problemas da nossa apicultura. Aqui, além dos grupos mencionados atrás, incorporam-se, também, Viçosa, Curitiba, Recife, Manaus, Londrina, Barretos e Jabuticabal.
No momento, vivendo plenamente esta quinta fase, apicultores e cientistas têm em suas mãos alguns problemas bastante grandes: um é a extrema agressividade que ainda caracteriza a abelha do norte e nordeste brasileiros e a nova invasão da cana-de-açucar, devido ao Pró-Alcool e os biocombustíveis e conseqüente produção de mel escuro.

O melhor histórico que conhecemos da Apicultura Brasileira é o feito por NOGUEIRA NETO, em 1972. Examinando documentos científicos, conclui ele que quem introduziu a Apis mellifera no Brasil foi o Padre ANTONIO CARNEIRO AURELIANO, com a colaboração secundária de PAULO BARBOSA e SEBASTIÃO CLODOVIL DE SIQUEIRA E MELLO, em março de 1839, proveniente do Porto, Portugal. Em 1845, afirma PAULO NOGUEIRA NETO, os colonizadores alemães trouxeram consigo raças de Apis mellifera mellifera da Alemanha, introduzindo-as no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 1870 a 1880, HANEMANN & SHENCK, HANEMANN & BRUNET trouxeram as primeiras abelhas italianas para o sul do Brasil. Ainda sundo NOGUEIRA NETO, BRUNET recebeu duas colônias de abelhas francesas e duas colônias de abelhas italianas e as introduziu em São Bento das Lages, (Bahia) NOGUEIRA NETO também concorda que de 19 para cá, e que se iniciou, verdadeiramente, a fase cientifica colocando o Brasil entre os principais produtores de conhecimento científico com a Apis mellifera sp do mundo."

O DESENVOLVIMENTO DA APICULTURA BRASILEIRA - 1980-2008
Os últimos 28 anos da apicultura brasileira foram marcados pela incrementação da produção de mel atingindo o Brasil produção total recorde de 50.000 ton de mel em 2006, pela consolidação da produção da própolis, principalmente as da variedade verde de Baccahris dracunculifolia, com mais de 100 ton produzidos em 2007 esportadas para o Japão, mercado de US$ 700.000.000,00 de dólares, mantidos 95% pela própolis verde de alecrim.
A produção de pólen ganha umpoulso a partir de 1995 nos estados de Santa Catarina e Bahia, colocando o Brasil entro os 5 maiores produtores de pólen do planeta.

O EMBRAGO AO MEL BRASILEIRO EM 2006 E O DESEMBARGO EM 2008 PELA COMUNIDADE EUROPÉIA
Com o crescimento da produção total de mel no Brasil, o mercado internacional comaça a descobrir o mel brasileiro em meados de 1998. Com o embargo ao mel chinês e argentino em 2001, a Comunidade Européia acentua a compra de mel brasilera para aquele continente colocando o Brasil no time de países exportadores de mel no mundo Em 10 de manço de 2006, a CE, motivada pela ausência total no controle de qualidade do mel brasileiro pelo MAPA - MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, impõe uma barreira sanitária à exportação de mel, gerando uma séria de crise dentro do segmento ainda não totalmente resolvida mesmo com o desembargo recente.
Em 28 de Fevereiro de 2008 a CE reconhece os esforços brasileiro no cumprimento das exigências sanitárias e reabre o mercado europeu ao mel brasileiro.
Ainda em fase de ajustes com o MAPA, acredita-se que dentro de pouco tempo, as questões do ponto de vista sanitário estejam devidamente estabelecidas junto ao MAPA e as esportações reiniciem.

Com o embargo, o Brasil viu-se obrigado a estabelecer regras para o controle de resíduos nos lotes de mel exportados e criar regras para o georreferenciamento e rastreabilidade de toda a cadeia produtiva, conforme reza a legislação européia para permissão de entrada de produtos de origem animal naquele continente. Foi criado, pela CBA - Confederação Brasileira de Apicultura - o PNGEO - Programa Nacional de Georreferenciamento - que visa estabelecer e difundir conhecimento técnico gerencial aos apicultores para implantação destes sistemas de gestão da qualidade.

Em fase de ajustes para a validação da forte produção brasileira aos sistemas de gestão da qualidade ainda serão tema de debates até a incrementação total do processo que deve a levar entre 5 e 10 anos para implantação em todo o país. O potencial advindo de toda essa revolução é enorme.
O mercado europeu para produtos apícolas é de 12 bilhões de euros com preferência aos produtos cultivados organicamente colocando o Brasil em posição de vantagem por possuir um abelha resistente a maioria das doenças dispensando o uso de defensivos, antibióticos e acaricidas, colocando o mel brasileiro como único do planeta capaz de produzir grandes volumes com características 100% orgânicas.

Texto extraído do livro-apostila
ABELHAS - COMO CRIAR de autoria do Sr. Armindo Vieira do Nascimento Junior da Cia da Abelha


Um Fraternal Abraço.
Armindo Vieira do Nascimento Junior .´.
Janaina Nicolini
Diretores administrativos e apicultores da Cia da Abelha

























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